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O investimento em marketing de conteúdo tornou-se prioritário para as empresas. É compreensível, uma vez que a disputa pela atenção dos usuários na internet é cada dia mais acirrada, exigindo das marcas estratégias mais eficientes.

Para entender melhor a dimensão conquistada pela atividade, veja os dados apurados na pesquisa Content Trends:

  • na edição de 2017 do estudo, 68,5% dos entrevistados disseram investir em marketing de conteúdo. No levantamento de 2018, esse número subiu para 73%;
  • entre as empresas que não usam conteúdo em suas estratégias digitais, 61,8% afirmaram que pretendem fazer isso.

O interesse das empresas tem razão de ser: resultados! Um trabalho bem-feito nessa área gera mais visibilidade para a marca, ajuda na captação de clientes e reforça a questão da reputação.

Neste artigo, vamos detalhar melhor as vantagens obtidas com essa estratégia, além de explicar o que deve ser feito no início de um projeto desse tipo. Acompanhe!

Por que investir em marketing de conteúdo?

É difícil imaginar que uma empresa consiga explorar todo o potencial do marketing digital sem investir na produção de conteúdos próprios. Esses materiais são essenciais para que a marca se conecte com o seu público.

As publicações no blog corporativo e nas redes sociais são importantes para várias frentes de atuação das empresas, como as que listamos abaixo.

Visibilidade

No passado, para tornar o seu nome conhecido, as empresas tinham que investir alto em publicidade, usando para isso, na maioria das vezes, os canais de terceiros. Com o marketing de conteúdo, é possível otimizar a estratégia de comunicação.

A abordagem acontece de forma mais sutil, o que garante aumento no nível de retenção da mensagem.

Reputação

Ao assumir a responsabilidade de compartilhar conhecimento com seu público de interesse, a marca passa a ser reconhecida como uma autoridade naquele assunto. Isso reverte positivamente na forma como ela é percebida pelos seus públicos de interesse.

Geração de leads

Com uma presença digital mais forte, resultado da visibilidade e da reputação, a captação de leads ocorre de maneira mais natural. Isso não acontece por acaso. Uma estratégia eficiente nessa área tem como objetivo conduzir o cliente pela sua jornada de compra.

Vamos ver como isso funciona na prática no próximo tópico!

Como estruturar uma estratégia eficaz?

Para obter sucesso com o marketing de conteúdo, é preciso dedicar algum tempo e recursos para o planejamento. Ter toda a estratégia devidamente documentada faz toda a diferença, uma vez que a proposta é estabelecer uma conexão diferenciada com o público.

Listamos a seguir os tópicos que devem ser considerados na elaboração desse tipo de projeto.

Objetivos

O primeiro passo é definir os objetivos da marca no curto, médio e longo prazos. É a velha história: sem saber aonde quer chegar, como escolher os melhores caminhos?

Parece óbvio, mas vemos estratégias fracassarem justamente pela falta de atenção com essa etapa. A principal pergunta a ser respondida é: o que a marca pretende alcançar com a produção de conteúdo? Quer atrair clientes novos? Fidelizar os antigos? Tornar o seu nome mais conhecido? Aproximar-se dos clientes?

Por mais que todos esses objetivos sejam importantes, é fundamental estabelecer prioridades e trabalhar em prol delas. Lembre-se de que as metas devem ser quantificáveis e que é preciso estabelecer quais métricas serão usadas para avaliar o resultado do trabalho.

Persona

Assim como no caso dos objetivos, temos que ter um grupo de consumidores considerado prioritário. Aqui, vale uma das premissas mais antigas do marketing: quem quer falar com todo mundo não fala com ninguém.

A segmentação adequada é que vai garantir que a marca faça uma abordagem cirúrgica, como se exige nesse tipo de projeto.

A melhor maneira de fazer isso é com a criação da persona. Em linhas gerais, trata-se de um personagem semifictício que será a voz do consumidor dentro da empresa.

Na sua construção, usamos as informações básicas sobre o público-alvo, mas temos que ir além, definindo suas principais características. Ela deve ter nome, idade, profissão, rotina diária e até um perfil psicológico.

Canais

Objetivos definidos e foco estabelecido, é o momento de determinar quais canais serão utilizados para a publicação dos conteúdos.

É difícil ser taxativo sobre o que funciona sem conhecer as especificidades da empresa, porém, é fato que os blogs corporativos são a base para uma estratégia eficaz.

O mais indicado é que o blog faça parte do site da organização. Dependendo da situação, também é possível criar um outro endereço. Temos visto essa tática ser adotada com sucesso por algumas empresas — nesse caso, a proposta é criar um canal de caráter mais educativo mesmo, sem ligação direta com a marca.

Para um projeto inicial, de uma operação de pequeno ou médio porte, pode ser uma alternativa mais arriscada.

Além do blog, vale a pena analisar a possibilidade de criar um canal de vídeo (esse formato tem ocupado cada vez mais espaço) e estabelecer uma estratégia específica para as redes sociais.

Facebook, Instagram, Twitter e LinkedIn merecem atenção. Primeiro, por causa da audiência. Segundo, cada um deles tem uma função estratégica para a geração de resultados.

Para definir quais canais serão utilizados, considere as informações reunidas sobre o seu público-alvo. Quais plataformas ele frequenta? A resposta para essa pergunta é um bom ponto de partida.

E atenção: o uso adequado das redes sociais exige alguns cuidados em relação à linguagem adotada (respeitando as particularidades de cada uma) e à gestão dos canais.

É possível encontrar na internet inúmeras ferramentas que facilitam o trabalho e o tornam mais automatizado. É bem complicado querer administrar as publicações de forma manual, uma vez que são altas as chances de erros na programação.

Na hora do planejamento, também tenha em mente que está cada vez mais difícil conseguir bons resultados sem investir em mídia paga, principalmente, no caso do Facebook.

Divulgação

As redes sociais ajudam bastante a garantir mais visibilidade para os seus conteúdos (daí a importância de analisar a possibilidade de fazer algum investimento em mídia), mas essa frente tem outro aliado: o e-mail marketing.

Estratégia de conteúdo bem-feita é aquela que tem audiência, certo? Para isso, é importante adotar iniciativas que ajudem a pessoa a chegar ao seu material. O envio de newsletters costuma funcionar.

O sucesso da abordagem depende de alguns cuidados:

  • personalize as mensagens, uma vez que essa é uma das exigências dos usuários. Trata-se de um endereço pessoal, daí a necessidade de um tratamento diferenciado;
  • use as ferramentas de automação, porque elas permitem que a execução das campanhas seja mais eficiente, especialmente, no quesito mensuração;
  • capriche no visual do e-mail. O usuário precisa identificar a sua marca, reconhecer a qualidade do conteúdo. Para isso, é fundamental ter um material mais bem produzido;
  • valorize as CTAs (Call to Action). Nesse canal, uma boa chamada faz muita diferença para o aumento da taxa de conversão. A relevância do conteúdo é um aspecto importante, mas certifique-se de trabalhar os textos de forma que o usuário entenda a importância do material.

Mensuração

Uma das vantagens do marketing digital é justamente a possibilidade de monitorarmos tudo que acontece nos canais. Quem leu? Quanto tempo ficou no blog? O que fez depois? Quais conteúdos foram mais atrativos?

Assim como acontece na publicidade digital, não faz sentido deixar de aproveitar os recursos disponíveis para analisar os resultados do marketing de conteúdo.

Para não errar, comece estabelecendo os KPIs que serão acompanhados. Não caia na armadilha de valorizar demais as métricas de vaidade. Volume de visualizações, por exemplo, é um dado importante, desde que seja avaliado com outros fatores, como o perfil dos clientes que foram atraídos.

Conteúdos

A melhor maneira de organizar a sua produção de conteúdo é estabelecer um calendário editorial. Nele, devem ser listados os assuntos que serão abordados, bem como as datas de publicação e o formato.

Se deixar para definir essas questões na última hora, são altas as chances de algo dar errado e o blog ficar desatualizado.

Além disso, considere que a tarefa de elaborar o calendário acaba sendo produtiva. Com mais tempo de discussão e de maturação das ideias, a tendência é de que a produção ganhe em qualidade.

Para garantir que o material tenha essa característica, atente para os seguintes pontos.

Diversidade de formatos

Blog posts, vídeos, e-books, webinars e infográficos são os formatos mais empregados no marketing de conteúdo. É importante utilizar todos os tipos? Sim, pois isso vai garantir que o blog não se torne repetitivo.

Conteúdos adequados

A distribuição do material deve ser feita de acordo com a jornada de compra do cliente. Assim, é preciso pensar em conteúdos adequados para cada uma das etapas pelas quais a pessoa passa antes de efetuar uma compra: conhecimento, consideração e decisão.

Os blog posts funcionam bem para todos os estágios, assim como os vídeos, que podem ser usados de forma isolada ou para complementar o texto.

Webinars, e-books e infográficos são classificados como materiais ricos e, preferencialmente, devem ser “negociados” com os usuários, em troca de mais informações.

Essa é uma das premissas, por exemplo, do Inbound Marketing: a oferta de conteúdos mais elaborados é feita por meio de uma landing page. Nesse espaço, além das informações sobre o material, geralmente, incluímos um formulário para extrair dados do usuário.

Como ficou claro neste artigo, há muito a ser feito na estruturação de uma estratégia de marketing de conteúdo. Porém, o esforço vale a pena, em virtude dos resultados. Os aspectos técnicos são importantes, mas o principal é a orientação estratégica, que deve ser norteada pelo respeito ao seu público.

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Conteúdo produzido pela Rock Content.

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